Mostrando postagens com marcador Módulo 1- Ourivesaria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Módulo 1- Ourivesaria. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Custódia de Belém


A Custódia de Belém é um ostensório (peça de ourivesaria usada em actos de culto da Igreja Católica Romana para expor solenemente a hóstia consagrada sobre o altar ou para a transportar solenemente em procissão) de ouro e esmalte datado de 1506 cuja autoria é atribuída ao ourives e dramaturgo Gil Vicente que durante três anos aplicou o seu saber e arte na mais bela peça de ourivesaria portuguesa.     Esta peça teria sido encomendada por D. Manuel I. O Rei pretendeu homenagear Nossa Senhora de Belém pelas vitórias alcançadas na conquista de novos mundos, deixando este tesouro em testamento ao Mosteiro dos Jerónimos em Belém.
            De inspiração gótica, com muito detalhe, na sua manufactura foram utilizadas 500 moedas de ouro (cerca de 7 quilos) trazidas por Vasco da Gama no regresso da sua segunda viagem à Índia em 1503. Originalmente com 76 cm de altura, composta em baixo por Deus Pai sentado num trono que numa mão segura o globo e com a outra faz o gesto da bênção. Este era rodeado por seis pequenas imagens de que só restam três profetas. Sobre o viril pende uma pomba, símbolo do Divino Espírito Santo. No centro, rodeando o viril de cristal onde era exibida a hóstia consagrada estão as figuras dos Doze Apóstolos
            Em 1620 esta histórica peça foi alterada, retirando-lhe  o hósteário de cristal, que foi substituído por outro em prata dourada, elevaram-na em 10 cm e acrescentaram 993 g de prata em ajustes e alterações. Durante mais de 400 anos assim se manteve e só no início do século XX, e depois de um exaustivo trabalho de investigação, procedeu-se dentro do possivel  às alterações necessárias para voltar à forma original.  Esta peça voltou a ser restaurada por especialistas pois estava a sofrer grandes problemas de conservação que ameaçavam a sua integridade.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Apresentação Final + Avaliação

Apresentação Final

Com este trabalho pretendo transmitir a minha visão do mundo através da minha metamorfose, que não é fácil realizar os nossos sonhos e que para isso temos de trabalhar muito, pois temos sempre alguém ou algo para nos mandar abaixo. Ainda bem que há obstáculos na vida pois se não os houvessem não nos sentiríamos tão realizados, orgulhosos e felizes quando os nossos sonhos se concretizam.


Avaliação
Vou apresentar o meu conceito através de três bolas em que cada uma delas vou colocar os respectivos sonhos de cada pessoa. Retiro maior parte dos sonhos das bolas, pois os restantes conseguiram lutar contra os obstáculos da vida, e coloco-os numa estrutura plana. Eu, vestida de preto, represento a cidade mecânica e tudo que não deixa as pessoas seguirem e lutarem pelos seus sonhos. Uso um colar que tem como pendente uma garrafa de água cheia de terra. Retiro o colar e consecutivamente a tampa  da garrafa e enterro os sonhos.

Realização



            No dia 21 de Setembro os alunos da turma 10ºC tiveram a primeira aula de Tecnologias na área de Ourivesaria com as professoras Inês Almeida e Lia Morais. Nesta aula as professoras apresentaram no PowerPoint imagens de peças criadas pelos alunos da Escola Secundária Artística António Arroio do 10º até ao 12ºano, para sabermos o que deveríamos fazer durante este módulo. Ainda explicaram como faríamos esse projecto se tivéssemos as condições necessárias para o fazer (como não as temos, a solução é trabalhar com materiais que possamos reutilizar).


Projecto
Pendente/Pregadeira
Materiais
Cobre e Latão

Dimensões
70mm

Técnicas
·         Serragem - recortes e aberturas, utilizando-se uma serra e apoia-se a peça por uma estilheira.
·         Conformação – volume, estendendo o metal em vários sentidos
·         Soldadura - ligações/junções. Ligar os metais com solda (liga que tem o ponto de fusão mais baixo do que com os materiais que usarmos). Após a soldadura coloca-se em branqueamento (água + ácido sulfúrico) passando-se a seguir por água.






            No dia 28 de Setembro de 2010 as professoras apresentaram-nos no PowerPoint “A Metamorfose da Jóia no tempo”, mostrando-nos fotos de conchas, ossos e dentes perfurados que eram usados como jóias no período paleolítico até a uma data mais recente em que as jóias eram feitas de prata e diamantes. Nesta aula as professoras informaram-nos que teríamos de fazer um trabalho e apresenta-lo oralmente sobre uma peça de ourivesaria (analisá-la, colocar a ficha técnica e o contexto histórico).
            Começamos por experimentar os matérias que trocemos para a aula para mais tarde sabermos quais os mais adequados para o nosso trabalho. Eu levei para a aula tampas de garrafas e de garrafões de água, tampas de caixas de gelado, pedaços de pano e cordéis.


Fiz uma pulseira e dois anéis:










            A aula do dia 12 de Outubro de 2010 era a última que tínhamos para terminar as nossas maquetas. Levei mais material e comecei a transformar o desenho que tinha feito em Projecto numa peça de ourivesaria:



Pendente


Os materiais que necessitei para construir esta peça foram:
·         Tampa de uma caixa de gelado;
·         Missangas cor-de-rosas e pretas;
·         Fio de nylon;
·         Cola, tesoura e marcador preto.
·         Borracha de protecção das esferográficas para melhor aderência na escrita;







Pregadeira

Os materiais que necessitei para construir esta peça foram:
·         Duas tampas de garrafões de água;
·         Missangas pretas;
·         Tampa de uma caixa de gelado;
·         Borracha de protecção das esferográficas para melhor aderência na escrita;
·         Cola;
·         Tesoura;






Pregadeira

Os materiais que necessitei para construir esta peça foram:
·         Fimo de cor laranja;
·         Tampa de uma caixa de gelado;
·         Missangas cor-de-rosas e douradas;
·         Olho de um boneco;
·         Cola, tesoura e marcador preto;


Memória Descritiva


Os professores de Projecto lançaram o primeiro desafio logo na primeira aula. O desafio consistia em procurar traduzir como imaginamos o nosso próprio acordar diferente durante o intervalo, registar esse nosso conceito por meio de texto e a seguir apresentá-lo á turma.

            Não tinha sido a primeira vez em que tinha pensado no mundo da maneira que apresentei na aula (todos somos pássaros e não conseguimos voar, e temos de lutar a vida toda para superar os obstáculos que aparecem ao longo da nossa vida para posteriormente voarmos). Já tinha pensado no mundo desta forma mas depois vi uns desenhos de uma artista australiana de nome Jessica McGuire que adoro, que eram relacionados com o meu conceito.
Ela dizia:
“Quando nasci as minhas asas foram enferrujadas e deformadas, e vou usar a minha vida para as fixar e fortalecer, as minhas experiências tornam-se os parafusos, as esperanças, os sonhos e medos serão as engrenagens, e as placas de metal e a capacidade servem para levantar o meu corpo do sujo. Tenho visto a ferrugem e o fumo toda a minha vida a sair das chaminés das fábricas gritantes através dos seus olhos vermelhos e brilhantes nos meus pesadelos enquanto estou acordada. Um dia, eu sei que vou ter a força e habilidade para voar, para me puxar do sujo dos esgotos e deixar esta cidade mecânica com todas estas luzes néon … Eu sei que um dia vou deixar tudo para atrás e encontrar uma utopia entre as nuvens.
Se nada mais é algo por que lutar (para buscar algo melhor) não importa onde estou nesta terra.”



Adoro os seus trabalhos e a forma como utilizava os materiais e pelo significado de um dos seus desenhos ser relacionado com a maneira que eu vejo a vida.
           
Callowlily-  Glitter Sniffer

            Antes de descobrir esta artista encontrei outra que também adorei e que também posso relacionar um dos seus desenhos com o meu conceito. É também de nacionalidade australiana e é conhecida por Glitter Sniffer. Apesar da artista não ter explicado o significado do seu desenho, este é muito especial para mim, pois na minha interpretação retrata a forma como ela era sufocada e não conseguia ser livre e quando finalmente atingiu o seu objectivo conseguiu libertar-se, mostrar o seu coração, ou seja, os seus sentimentos e o que tinha para dar ao mundo.

    Tinhamos de criar três peças de ourivesaria que se relacionassem com a nossa ideia. Comecei por fazer desenhos concretos, com sombreados, como se fosse já a peça final, mas não era isso que era pedido. Não era necessário que as pessoas percebessem o nosso conceito logo á primeira vista e tínhamos de fazer registos mais abstractos. Após o professor nos ter alertado acerca disso comecei a fazer desenhos abstractos, o que me fascinou, pois nunca tinha feito desenhos desse género. Fiz muitos desenhos e o professor seleccionou três deles para os transformar numa peça de ourivesaria. Comecei a desenha-los de forma a que conseguisse transforma-los, não deixando espaços abertos, e comecei a pensar nos materiais em que poderia usar. O primeiro material que me ocorreu foi as tampas de tupperware. São fáceis de utilizar e já tinha visto na internet alguns pendentes feitos com esse material, mas substitui esse material por tampas de caixas de gelado.
            Este trabalho foi muito enriquecedor para mim porque aprendi que as peças de ourivesaria não têm necessariamente de serem feitas com materiais como a prata, ouro e diamantes e comecei a fazer desenhos mais abstractos.
Pessoalmente acho que a minha avaliação do resultado alcançado é positiva porque realizei tudo o que os professores pediram.