quarta-feira, 8 de junho de 2011

Portefólio 2/2

Produto final de todas as ideias
Ideia 1

Esta ideia representa o resultado de um ciclo vicioso cheio de dúvidas, incertezas e hesitações que resultam numa mágoa constante pois não consigo libertar-me do comodismo. Esse ciclo vicioso é resultante da indecisão (choque de ideias) de se quero ser ou se sou invisível, isto é, se sou efectivamente um fantasma que não merece viver nem ser visto e que viva sempre nesse constante desconforto de não saber quem é (invisível ou não), ou se o quero ser, mas é inútil sê-lo pois ao esconder-me para não ser vista acabo por ser um fantasma, uma sombra, não sou completamente invisível. A lixa representa a magoa e a desilusão para comigo mesma resultante deste ciclo vicioso. Usei a lixa como material pois ao tocarmo-la esta é desagradável, representando bem assim a mágoa e o desconforto para comigo mesma e para com aquela situação. Na exploração desta ideia nomeei que iria usar também como material a lã, mas decidi usar a linha pois esta é mais fina representando assim a minha sensibilidade face às violências que sou sujeita.
            Optei por usar a técnica Stitch (forma de utilização da costura mais livre; junção de algo através do “ponto cirúrgico”) para representar as tentativas de estes tormentos não continuarem, e por isso é que são pequenos pois temos de começar pela base e não devemos dar “passos largos”, assim estamos em risco de perder tudo o que já conquistámos. Existem alguns elementos, linhas, que estão envolvidos á lixa, representando assim a tentativa falhada, pois não consigo libertar-me do comodismo, não consigo deixar de me atormentar. A cor predominante nesta ideia é o azul, que representa a calma que tem de ser necessária neste processo de mudança. O buraco que está presente representa o meu coração, que está vazio devido a todo este desgastante ciclo vicioso.




 
Ideia 3
Esta ideia retrata a indecisão (choque de ideias) de se quero ser ou se sou invisível tornam-se um ciclo vicioso, fico sem resposta, sempre na indecisão o que me torna mais uma vez vazia, não sou real. O elemento inferior é o meu ninho (nasci num ninho de indecisões). Os elementos superiores são as indecisões, em que o comodismo e os tormentos dominam. Tudo isto resulta num ciclo vicioso que não pára, é um choque, magoa. Fico desiludida comigo mesma. Torno-me vazia, sem forças para aguentar.
            A base desta ideia foi feita em papel amarrotado, pois refiro no meu conceito "percebi agora que sou a minha própria inimiga, que se enoja, repele, e deita fora sem nenhum arrependimento". O elemento que representa a invisibilidade foi feito em papel vegetal amarrotado e com linhas entrelaçadas representando assim a confusão na minha mente do que é ou não é invisível, pois é impossível ser completamente invisível, nem os fantasmas e nem as sombras o são. O elemento que representa-me foi feito em tecido branco em que pintei em azul com aguarela (representando assim a calma que é necessária para libertar-me deste dilema) e colei por cima missangas, representando os sentimentos que cada pessoa tem, isto porque uma pessoa é construída por pequenas características que a definem.








Ideia 4
 
Esta ideia retrata o grito que muda tudo, em que luto para deixar essas invisibilidades e ser real. Liberto tudo o que não sou e não quero ser que estava preso em mim. O grito de raiva muda de intensidade, tornando-se mais violento quando me aproximo do que não sou e que finalmente não quero ser (invisível). Agora sinto-me livre, sou real! Os elementos que estão localizados na esquerda representa-me a tentar sobrepor-me a essas invisibilidades para que não existam mais. Mais uma vez, as invisibilidades estão feitas em papel vegetal e em tecido preto para representar a desilusão. O elemento superior que é uma espécie de rede de tecido representa a libertação dessa tentativa de ser invisível que estava dentro de mim. A invisibilidade está a expandir-se para fora de mim, fazendo com que eu já não tenha mais essa tendência para ser invisível.





















Ideia 9
 
Esta ideia resulta da constante confusão na minha mente, são linhas entrelaçadas, cheias de nós que me impedem de chegar a uma conclusão, a uma decisão para finalmente ficar aliviada e saber que todo esse esforço de procurar a solução valeu a pena. Estas linhas sufocam-me, apertam tanto que fico sem respirar, fico desesperada. Esta ideia foi feita por cima de um tecido branco em que pintei com várias cores com aguarela e depois a esse tecido cosi tecido preto e realizei a técnica stitch e colei algumas linhas entrelaçadas e botões por baixo delas.




















Ideia 11
Houve outra tentativa de realização desta ideia, mas resultou mal pois não representei bem o que queria representar.
Esta ideia representa a tentativa de colorir a minha vida forçadamente. No inicio fico enjoada pois não estou habituada, mas tenho de me habituar. A felicidade estava guardada dentro de mim, apenas não a libertava porque não queria ou porque sentia que não devia. O saco de chá representa-me, este está negro e invisível. Dentro de mim “explode” cores que não sabia que existiam dentro de mim, colorindo assim a minha vida. Esta ideia foi realizada com um saco de chá, linhas e missangas de várias cores, papel vegetal, botões e aguarelas.


 




















Ideia 10
“Sou a minha própria inimiga. Não é Justo!”
Esta ideia representa a minha raiva em relação a todo este processo, libertando toda a fúria e mágoa a que fui sujeita, e tudo isto apenas por causa de mim, porque sempre me atormentei e isso não é justo. Os materiais que usei nesta ideia foram linhas e missangas de várias cores, nomeadamente cores quentes, e aguarela. Nesta ideia, ao contrário das anteriores não cosi, apenas colei, e por isso é que nesta ideia só apresento a parte da frente.









 
Ideia 12
Esta ideia representa o meu lado bom e o meu lado mau, isto é, eu sem invisibilidades e eu com invisibilidades, indeterminada, como uma sombra, impedindo que as pessoas vejam quem eu sou. Nesta ideia a sombra está apresentada de forma positiva pois se ela existe é porque existe algo por detrás dela que a provoca, isto quer dizer que existo, sou real. Esta ideia foi realizada com diversos materiais, entre eles várias linhas, em que alguma delas estão cosidas seguindo a técnica do stitch e outras estão entrelaçadas, botões, tecido preto, e aguarelas.



























Ideia 5
Esta ideia representa o momento da decisão, escolhendo se quero viver no mesmos ciclo vicioso que me impede de ser feliz ou optar por pôr de parte todas essas invisibilidades e ser eu própria, ser feliz. Os materiais utilizados nesta ideia foram tecido cinzento, verde e azul, linhas de diferentes cores, fita de papel, botões e aguarela.











 




















Produto final
            Escolhi como produto final a ideia nº4 pois representa bem o meu conceito e é a de todas a mais rica em textura, o que acho muito importante:
Materiais que utilizei por ordem (da esquerda para a direita): rede em tecido; tecido preto; botão; papel vegetal; linha cor-de-rosa; linha transparente; linha vermelha; linha amarela; linha verde; linha preta; linha azul-escura; linha azul clara; missangas verdes, azuis, cor-de-rosa, e amarelas; aguarela preta e azul.


Apresentação final

O meu conceito, em termos gerais, incide sobre um conjunto de indecisões de se sou invisível ou se o quero ser, hesitações, esconderijos, ciclos viciantes que me atormentam e corroem. No meu conceito comparo-me a um fantasma que é uma espécie de sombra que nem sempre está presente, tal como eu, que por comodismo prefiro ser uma sombra para não estar exposta, para não correr o risco de ser julgada, e por consequência disso critico-me e atormento-me, sou a minha própria inimiga, sendo de salientar imagens indeterminadas, isto é, de fantasmas ou de sombras que reflectem o ciclo vicioso em que vivo, que me corrói, pois mesmo quando me escondo sou visível, como um fantasma, uma sombra, vivo mas não sinto. E no momento em que me escondo, não quero ser vista, mas também não quero ser ignorada. Nasce uma raiva dentro de mim porque isto não deveria acontecer, não deveria ser a minha própria inimiga e só devia querer o meu bem. Nas minhas intervenções valorizei principalmente as indecisões, a mágoa resultante delas, o momento da escolha, a confusão constante na minha mente, uma confusão que me sufoca, a raiva, e a forçada tentativa de a minha vida conter cor.
            Como produto final escolhi a Ideia 4, pois na minha opinião é a mais rica em textura o que acho muito importante.

Esta ideia retrata o grito que muda tudo, em que luto para deixar essas invisibilidades e ser real. Liberto tudo o que não sou e não quero ser que estava preso em mim. O grito de raiva muda de intensidade, tornando-se mais violento quando me aproximo do que não sou e que finalmente não quero ser (invisível). Agora sinto-me livre, sou real! Os elementos que estão localizados na esquerda representa-me a tentar sobrepor-me a essas invisibilidades para que não existam mais. Mais uma vez, as invisibilidades estão feitas em papel vegetal e em tecido preto para representar a desilusão. O elemento superior que é uma espécie de rede de tecido representa a libertação dessa tentativa de ser invisível que estava dentro de mim. A invisibilidade está a expandir-se para fora de mim, fazendo com que eu já não tenha mais essa tendência para ser invisível.
            Também realizei o mostruário da Ideia 4, mostrando assim todos os materiais que utilizei:
Materiais que utilizei por ordem (da esquerda para a direita): rede em tecido; tecido preto; botão; papel vegetal; linha cor-de-rosa; linha transparente; linha vermelha; linha amarela; linha verde; linha preta; linha azul-escura; linha azul clara; missangas verdes, azuis, cor-de-rosa, e amarelas; aguarela preta e azul.

Avaliação 

Diário de Projecto – Na minha opinião o diário de projecto deste módulo é o melhor comparado aos módulos anteriores, pois sempre que tinha oportunidade explorava ideias tanto graficamente mas também escritas, pois afinal é um diário e nele temos de debruçar-nos todos os dias.
Portefólio – Este portefólio foi o mais trabalhoso mas também aquele em que me sinto mais realizada, pois tentei fazer o meu melhor.
Blogue – Coloquei no blogue o resumo de todas as aulas e o processo do meu trabalho, acrescentando sempre que podia mais elementos na pesquisa.
Aulas – Nas aulas tentei não conversar tanto com os meus colegas em relação a coisas insignificantes em relação ao trabalho, e tentei aproveitar cada minuto para realizar o meu projecto, pois o tempo era pouco.
            Em geral acho que o meu trabalho tem evoluído cada vez mais, tomei mais atenção a pequenos aspectos que não tinha dado atenção anteriormente, nomeadamente quando escolhia os referenciais, escolhia apenas fotos que não tinham tanta relação com o meu conceito. Tomei especial atenção á realização da pesquisa, pois acho que esta é muito importante, fico a conhecer artistas da área que não conhecia e as suas variadas obras ajudando-me assim na realização do meu projecto. Realizei a exploração de ideias em conjunto com selecção e desenvolvimento de uma ideia porque ao explorar cada ideia já planeava quais os materiais a utilizar e realizei vários desenhos de cada ideia que queria realizar para ficar melhor planeada. Em termos da utilização portuguesa acho que neste módulo já não existem assim tantos erros como no anterior, e em termos das TIC acho que não existe nenhum problema pois sei usar bem o computador. Na minha opinião também melhorei nas competências pessoais e sociais, tentando conversar menos em relação a coisas que não têm nenhuma relevância no trabalho em questão.

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